Como lidar com os aspectos psicossociais e de saúde mental referentes ao surto do Covid-19

Este documento produzido pelo IASC (International Accounting Standards Committee – Comitê Permanente Interagências) resume as principais considerações em Saúde Mental e Apoio Psicossocial (SMAPS) diante do novo coronavírus. O Comitê tem uma ampla atuação na produção de políticas humanitárias e na divulgação de diretrizes sobre SMAPS diante Emergências Humanitárias e neste, especificamente, da crise sanitária global promovida pela pandemia da COVID-19. As diretrizes recomendam um sistema formado por níveis de apoios complementares e integrados, que vão desde a incorporação de aspectos sociais e culturais nos serviços básicos e redes comunitárias, até o cuidado especializado para indivíduos em condições mais severas. A última atualização do documento foi em 17 de março de 2020.

Só com APS forte o sistema pode ser capaz de achatar a curva de crescimento da pandemia e garantir suficiência de leitos UTI

Só APS forte assegura que o sistema possa achatar a curva de crescimento da pandemia e efetividade de leitos de CTI     Publicamos abaixo um texto preliminar, elaborado por A  Vitória, médica do PSF e pesquisadora de Pelotas, RS, e Gastão Wagner, sanitarista e professor da Unicamp. O texto é um ensaio sobre a necessidade de fortalecer a APS para fazer frente à pandemia do COVID-19, potencializando o suporte hospitalar para os casos graves (10-20% dos casos precisarão de internação, e 5% precisarão de UTI). Embora não seja o tema do texto, este ensaio nos permite também pensar sobre a articulação do cuidado em saúde mental entre APS e CAPS em tempos de pandemia. 

Frente Estamira

Saúde mental: serviços, indivíduos e o corpo social na época do coronavírus

Saúde mental: serviços, indivíduos e o corpo social na época do coronavírus

 Neste texto de fevereiro de 2020, o psiquiatra Roberto Mezzina, que foi da equipe de Basaglia em Trieste, reflete sobre o cenário de devastação da Itália sob a pandemia do Covid-19, e seus impactos sobre a saúde mental. Expressa sua preocupação com o futuro dos serviços territoriais, e os desafios dramáticos para a atenção psicossocial neste momento. Não esqueçam de cuidar de si mesmos, recomenda no final aos trabalhadores da rede.   (Frente Estamira)

O que pensam os trabalhadores, usuários e familiares dos CAPS

Relatório nº 01/2020

O Relatório nº 01/2020 consiste em um levantamento preliminar
sobre o funcionamento dos CAPS no Estado do Rio de Janeiro
(ERJ), segundo a percepção dos inscritos no I Congresso de CAPS
do ERJ. O Congresso, realizado em dezembro de 2019 no Instituto
de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(IPUB/UFRJ, reuniu sessenta e três (63) dos noventa e dois (92)
municípios do estado e contou com a inscrição de mais de 700
pessoas. Os dados aqui apresentados tiveram como fonte as
informações preenchidas no Formulário de Inscrição/FormSUS pelos
768 inscritos no Congresso e, além de identificar o perfil do
público do evento, o relatório também traz análises e
informações referentes à percepção desse público no que se
refere ao trabalho dos CAPS e ao funcionamento da rede de saúde
mental no ERJ. Não temos aqui um perfil da rede da CAPS do
estado, mas um consolidado do ponto de vista expresso por seus
trabalhadores, usuários e familiares.

https://drive.google.com/file/d/1nV6M3hBCE1nIOgWn6gIk1Uwj60C1RBPC/view?usp=sharing