Cadastro Nacional de Associações e Coletivos de Usuários e/ou Familiares do Campo da Saúde Mental

O NUPPSAM lança hoje o Cadastro Nacional de Associações e Coletivos de Usuários e/ou Familiares do Campo da Saúde Mental, com o objetivo de registrar, informar, divulgar e reconhecer o esforço e iniciativa dos movimentos de usuários e familiares do campo da saúde mental no Brasil.

Consultamos diversas fontes para buscar um cadastro nacional já existente, e constatamos a necessidade de levantar informações para a construção de um cadastro atualizado e abrangente.

Lançado hoje, 23/12/2020, o cadastro constitui ainda uma lista preliminar das associações e coletivos do nosso campo. Estes dados foram obtidos através de consulta a fontes documentais e pessoas de diversos estados, durante o segundo semestre de 2020.  Foi constituída uma comissão de acompanhamento e uma curadoria responsável pelo recolhimento das informações e inclusão no cadastro nacional. Em breve enviaremos um “Roteiro para Envio de Informações para o Cadastro Nacional de Associações e Coletivos de Usuários e Familiares – NUPPSAM/IPUB/UFRJ”, estabelecendo os fluxos de envio de informações e critérios de inclusão.

Estamos contando com a participação e apoio da Frente Estamira de CAPS – Resistência e Invenção, e buscaremos o compartilhamento desta iniciativa com os diversos movimentos e entidades do campo da atenção psicossocial.

Vamos constituir uma Comissão Consultiva de Acompanhamento, com ampla participação de usuários, familiares, pesquisadores e profissionais interessados no tema da organização e protagonismo dos usuários e familiares no campo da saúde mental, reforma psiquiátrica e luta antimanicomial, de modo a assegurar que o Cadastro seja uma fonte de informação acurada, abrangente e útil.

Boas Festas, Feliz Ano Novo, unidos pela resistência e fortalecimento da atenção psicossocial pública, do SUS e da democracia.

Equipe NUPPSAM 

Nota de pesar e solidariedade pelo falecimento de Jovacy Souza Filho e Renata de Almeida Menengoia

O coletivo de trabalhadores, usuários e familiares da Saúde Mental do Estado do Rio de Janeiro, Frente Estamira de CAPS, vem manifestar publicamente o imenso pesar pelo falecimento dos colegas Jovacy Souza Filho e Renata de Almeida Menengoia. Manifestamos, também, solidariedade às famílias, amigos(as) e colegas por essas tristes perdas.

Jovacy, também conhecido por “Jô”, era porteiro no CAPS III Franco Basaglia (A.P 2.1 do município do Rio de Janeiro), amigo e muito querido por todos os usuários e equipe. Sempre de bom humor, com carisma e afeto, alegrava os dias da “Equipe coisa linda” ao contar suas histórias.

Renata era vigilante no Núcleo Franco da Rocha no Instituto Municipal Juliano Moreira (A.P 4.0, também do município do Rio de Janeiro) e tinha grande carisma e respeito pelos usuários do Núcleo. Seu amor pela Saúde Mental a fez entrar no curso Técnico de Enfermagem e estava ansiosa para começar seu estágio no serviço.

Ambos foram vítimas do novo coronavírus, a Covid-19.
Desde já, deixam saudades. Descansem em paz!

Saudações cordiais,
Frente Estamira de CAPS: Resistência e Invenção.

Comunicado Importante

Companheiras e companheiros da Frente Estamira de CAPS – Resistência e Invenção. A organização do Primeiro Encontro Regional da Frente Estamira está bastante adiantada em quase todas as 9 regiões do Estado. Isto mostra que estamos conseguindo, coletivamente, construir e sustentar esta estratégia de luta e mobilização em defesa da atenção psicossocial. Entretanto, as informações mais recentes sobre a pandemia do Corona-vírus nos obrigam a repensar nosso planejamento original, e adiar a realização presencial dos encontros no mês de março. A orientação dos órgãos de vigilância sanitária do SUS, seguindo recomendações da OMS e analisando a situação brasileira, é de que se faça um esforço coletivo, de âmbito nacional, sob a liderança do SUS e participação de toda a comunidade, para RETARDAR A DISSEMINAÇÃO DA PANDEMIA em nosso país. Isto implica tomar medidas para diminuir a circulação e contato entre as pessoas, temporariamente, tendo em vista que as formas de disseminação do vírus se dão de pessoa a pessoa, especialmente em aglomerações, e através de contatos interpessoais muito rápidos, como um aperto de mãos. São características desta nova doença do planeta sua disseminação mais rápida e em maior escala do que a gripe comum e epidemias anteriores, como o H1N1. Portanto, a recomendação de limitar atividades presenciais, reduzir a circulação de pessoas, buscar permanecer o maior tempo possível em suas próprias casas, é a medida mais importante para as próximas 3 semanas. A estratégia para lidar com o COVID-19 será atualizada a cada dia, e recomendo que todos se informem, preferencialmente nas páginas oficiais do SUS (secretarias municipais e estaduais e Ministério da Saúde), e em documentos técnicos de órgãos como a FIOCRUZ (vejam o link abaixo). A qualidade e confiança nas informações é essencial, e nós, profissionais de saúde, temos o dever de manter a população adequadamente informada. Pelo que se sabe até o momento, com base nos dados oriundos dos países mais gravemente afetados pela pandemia, como China, Coréia do Sul, Irã e Itália, e em estudos que estão se desenvolvendo intensivamente em todo o mundo, podemos informar à população que: 1) em 80% dos casos, a infecção pelo Corona-vírus produz um quadro semelhante à gripe, com febre, tosse, coriza, com evolução benigna e recuperação muito rápida (2 semanas); 2) entretanto, em 20% dos casos, pode haver uma evolução para problemas respiratórios e pulmonares, necessitando cuidado hospitalar; destes 20%, 5% (do total de casos) são quadros graves, e vão precisar de internação e assistência ventilatória em UTI; por isso, a grande preocupação é acerca da capacidade do nosso sistema de saúde para dar conta de um provável aumento da demanda para internações; 4) todas as pessoas que tiverem um resfriado devem buscar permanecer em casa, tomando medidas de diminuição do contato, até o desaparecimento dos sintomas gripais; se não ocorrer piora do quadro, não há necessidade de buscar os serviços de saúde: caberá ao SUS local e estadual desenvolver mecanismos de monitoramento desses pacientes, com base em protocolos que já vêm sendo elaborados; 5) nós, profissionais de saúde mental, temos uma tarefa decisiva a desenvolver, para lidar com toda a situação de estresse social que uma situação grave como esta provoca na população, além do sofrimento mental dos profissionais de saúde envolvidos no cuidado. Mas sobre isto a Frente Estamira vai buscar construir um debate específico, dialogando com todos os profissionais e pesquisadores da saúde pública, visando produzir uma orientação útil para profissionais, usuários e familiares dos CAPS (nossa tarefa urgente). Finalmente, se estamos sendo obrigados a suspender encontros presenciais, é importante colocarmos nossa criatividade em ação para realizar o Primeiro Encontro da Frente Estamira de forma não-presencial, utilizando os recursos de comunicação à distância (vamos pensando como fazer). Um grande abraço a todas e todos, vamos ficar em contato permanente.

Pedro Gabriel Delgado

RIOSAÚDE convoca trabalhadores dos CAPS Dircinha e Linda Batista, Maria do Socorro Santos, João Ferreira Filho (Alemão) e Franco Basaglia

A Empresa Pública de Saúde do Rio de Janeiro – RIOSAÚDE divulgou hoje (20/02/2020) uma lista de convocação de trabalhadores dos quatro CAPS acima. Essa é uma importante notícia para o movimento em defesa dos CAPS e da Atenção Psicossocial do Rio de Janeiro, porém, é necessário analisar todas as implicações desse novo contrato.

Confira o edital de convocação no link abaixo:

http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/5288839/4271429/1ConvocacaoAdmDiretaCAPsIIEIII_2.13.1e3.3_20.02.2020.pdf